“E agora, o que sobrou? Um filme do close pro fim, um retrato-falado, e eu fichado, exposto em diagnóstico.” 


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Anonymous whispered, "pq voce nao posta mais nessa porra aki?"

KKKKKK Porque ninguém se importa e reconhece meu talento fenomenal u_u Assim eu escrevo num diário. 


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Estava lá. Sentado no sofá marrom da sala, sob a iluminação apenas de um antigo abajur. Não tinha mais foco, não tinha mais vida. Eu bebia minhas lágrimas com meio copo de wisk , e dois gelos , eu gritava tua covardia as paredes , e me assustava com minha face manchada no reflexo da vidraça trincada e suja do banheiro. Eu lhe sou tão agressor quão vítima , mas minha sensatez é rala o bastante pra me permitir prender-me no nosso enredo de incertezas. 

(me) e (oflike)


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os braços são quase finos , fracos demais , tu não precisas de muita força para arrancá-los da envoltura da cintura , tu não precisa nem usar as artimanhas dos lábios, os labirintos lhe são decorados , eu , vítima diária de trapaças do meu próprio jogo. Prefiro manter-me calada , do que perder esse otimismo infeliz , prefiro fraquejar as pernas e mantê-las enroscadas nas tuas no canto direito da cama.  Estou farta de lavar-me de orgulho.


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“Tentei mais uma vez, mas eu não sei se isso me leva a algum lugar. Eu acho que eu cansei…”
Rodrigo Tavares

“Tentei mais uma vez, mas eu não sei se isso me leva a algum lugar. Eu acho que eu cansei…”

Rodrigo Tavares

(via suicidegirrl)


posted 10 months ago with 1,017 notes (originally from adiosfotos)

Me comovo . Me entrego . Me desnudo. Sem pudor . Com prazer. Sem medo . Sem socorro . Sem esporro.  Me escancaro. Lhe poso . Lhe mostro. 

E enquanto não escrevo , e como atirar ao alto em uma sala com ausência de luz , e vai-me mastigando os órgãos , decepando partes em ainda uso , faz-me refém de palavras infelizes e inusitadas.  Enquanto escrevo , não passo emoção , não retrato a colisão dos corpos. Lhe diria , em uma noite fria , abaixo dos lençóis , com teus olhos fixos em um programa horrível , que nunca consegui conduzir a direção dos passos , mas que nos últimos dias , tentei controlar a inércia , tentei cuspir palavras baixas . Querendo mesmo gritar palavras clichês . Tentei ser a velha , a mesma , que tranca os portões quando mais um chega batendo panelas em frente as portas para uma suposta entrada , sem saída , para um beco já sujo . Mas tu , amassou , destruiu , toda esta velha e enferrujada armadura , escancarou os portões e fez cópias das chaves.


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Vou lhe ser sincera , porque os que me envoltam , sujos , porcos e mascarados , me enojam.  Vou lhe cuspir palavras de baixo calão , pois foi isso que aprendi nas sarjetas de bares. Vou me cercar de cacos de vidro , e impedir que a aproximação seja de fácil acesso , irei estampar esta grosseria indigesta  , que retrata aos mortais a falsa suicida que me possui. Irei dançar na ponta dos pés sob obstáculos , e usar todo o fogaréu que circula a tenda para acender um cigarro.  


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